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Edgar Morin

O filósofo Edgar Morin, aos 104 anos, propõe uma reflexão fundamental sobre o avanço da Inteligência Artificial, defendendo que o verdadeiro perigo não reside na tecnologia em si, mas sim na crescente "inteligência humana superficial". Morin alerta que o nosso modelo de conhecimento tornou-se excessivamente fragmentado e fechado em silos disciplinares, o que nos impede de ter uma visão complexa e global da realidade. No contexto educativo, este diagnóstico sugere que a IA, embora tecnicamente poderosa, acentua o risco de um pensamento puramente funcional e mecânico. Para o autor, a resposta a este desafio tecnológico passa obrigatoriamente pelo resgate das humanidades, da ética e da solidariedade, instando a comunidade educativa a combater a simplificação do saber e a cultivar uma profundidade crítica que a máquina, por natureza, não consegue replicar.

Notícia completa em: https://www.elespanol.com/ciencia/20260116/morin-anos-filosofo-felicidad-ia-puede-dar-miedo-temo-inteligencia-humana-superficial/1003744086965_0.html