O filósofo Edgar Morin, aos 104 anos, propõe uma reflexão fundamental sobre o avanço da Inteligência Artificial, defendendo que o verdadeiro perigo não reside na tecnologia em si, mas sim na crescente "inteligência humana superficial". Morin alerta que o nosso modelo de conhecimento tornou-se excessivamente fragmentado e fechado em silos disciplinares, o que nos impede de ter uma visão complexa e global da realidade. No contexto educativo, este diagnóstico sugere que a IA, embora tecnicamente poderosa, acentua o risco de um pensamento puramente funcional e mecânico.